É hora de organizar o partido, derrubar Temer e dar o direito de o povo eleger novos representantes!

Sâmia Bomfim Carlos Giannazi Vladimir Safatle

Este é um manifesto de filiados e simpatizantes do PSOL. Ele é apoiado por Sâmia Bomfim (vereadora de São Paulo), Carlos Giannazi (deputado estadual de São Paulo) e Vladimir Safatle (professor de Filosofia na USP). Sua assinatura e participação são muito importantes para construirmos um partido vivo, que ajude a organizar a luta do povo contra Temer e por Diretas Já!

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FORA TEMER e nenhum direito a menos para os trabalhadores

Temer foi ao jornal desafiar o povo brasileiro, disse que não vai renunciar e que se quisermos vamos ter que tirá-lo. O PSOL vai aceitar o desafio.

Vivemos um momento absolutamente excepcional no país. Temer chegou ao governo através de um golpe parlamentar e é odiado pelo povo. Compôs um governo mafioso para saquear o país e acabar com direitos, e agora tem 14 pedidos de impeachment contra si e mais um processo de investigação aberto pelo Supremo Tribunal Federal. Em mais um capítulo da Operação Lava Jato, a JBS mostrou Temer envolvido na compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Os áudios pegaram também Aécio Neves do PSDB, senador agora afastado, pedindo propina para pagar sua defesa. As Reformas Trabalhista e da Previdência, além da Lei das Terceirizações, por seu caráter reacionário, revoltam os brasileiros e geram mobilizações históricas como a greve geral e a ocupação de Brasília.

A classe política que quer aplicar esses ataques nunca esteve tão desmoralizada. Quase todos estão envolvidos na Lava-Jato, que revela as relações criminosas entre empresários, políticos e governos para roubar o dinheiro público. Os grandes partidos (principalmente PMDB, PT e PSDB) tornaram-se, nas últimas décadas, verdadeiros comitês de defesa dos interesses capitalistas, enquanto mentem para o povo em campanhas multimilionárias e movidas pelo marketing.

O PSOL é radicalmente diferente dessa “política” odiada por todos. Em nossa história, sempre combatemos as medidas de austeridade (tanto as iniciadas por Dilma como as ampliadas por Temer) e a corrupção, seja ela de qualquer partido ou figura. Somos um partido independente, marcado pela coerência, construído pelos de baixo e que leva adiante propostas radicais para resolver os problemas do país defendendo a igualdade social e os princípios da esquerda.

Em meio à crise, podemos encontrar uma oportunidade. A disposição de luta da classe trabalhadora contra o governo reacionário de Temer é enorme. Em pouco tempo, as manifestações do MBL e aliados minguaram e os trabalhadores organizados retomaram o protagonismo das ruas e dos piquetes. No entanto, existe um vácuo de alternativa política, frente à desilusão com o PT e a desmoralização dos partidos burgueses. É nesse cenário que o PSOL deve se apresentar, sem medo!

Por um PSOL atuante nas lutas e que seja alternativa real

Em pouco mais de 10 anos de existência, o PSOL já construiu patrimônios importantes. Nossos parlamentares são reconhecidos como os melhores do Brasil. Nas eleições, fazemos os debates necessários. Nossa militância, de norte a sul, dá o sangue e o suor para construir as lutas.

Mas o momento crítico por que passa o país exige mais. Para além da atuação parlamentar, o PSOL deve ter cara própria nas lutas e na intervenção na conjuntura. Nosso partido, como um dos únicos não envolvidos nos escândalos de corrupção, tem o dever de estar na linha de frente das lutas. Devemos ser exemplares na construção da necessária unidade de ação para derrotar Temer e suas reformas, mas, ao mesmo tempo, apresentar nossa identidade. Em manifestações, empunhar nossas bandeiras, faixas, adesivos, banners e camisetas. Já na disputa da sociedade, fomentar debates, plenárias, construção de comitês locais, avançar nos núcleos do PSOL nos bairros e diversas regiões das cidades. Temos que organizar os núcleos e transformar cada um deles num espaço para organizar a luta pelo Fora Temer e por Diretas Já. Temos um enorme papel a cumprir para derrubar Temer, as reformas e impor eleições diretas tanto para presidente como para o Congresso Nacional.

Será forjando nosso protagonismo nas ruas que teremos, ao mesmo tempo, força para derrotar a reforma política reacionária que tenta nos calar por meio da cláusula de barreira. A classe dominante quer constranger a ação do PSOL, justamente por sermos intransigentes na defesa dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e de LGBTs, tendo, por isso, enorme potencial de crescimento diante da crise.

Com essa declaração propomos mudança para que o partido esteja à altura dos desafios. Essa é a hora de sermos PSOL mais do que nunca. É momento de todas as estruturas e organismos partidários, as/os dirigentes e militantes e os mandatos parlamentares municipais, estaduais e federais estarem, em unidade, à disposição da luta! É urgente estar com o povo ocupando as ruas, escolas, universidades e locais de trabalho, chamando à construção de uma nova Greve Geral.

FORA TEMER! DIRETAS JÁ!

Carlos Giannazi (deputado estadual do PSOL em São Paulo)
Sâmia Bomfim (vereadora do PSOL em São Paulo)
Vladimir Safatle (professor do Departamento de Filosofia da USP)

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